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“Há um bloqueio dentro de mim, assustadoramente maior que o muro de Berlim, mas que não há como vir ao chão por hora, ou aceitação. Algo em você me faz sentir que posso ser totalmente sincera, e que você merece saber a razão de me encontrar todos os dias bebendo café num banco sozinha no meio da praça, rejeitando os olhares passageiros, e fingindo não ouvir o celular tocar repetidamente em curtos intervalos. Espero que não me ache como a vilã da novela, ou o personagem malvado de um filme de faroeste, mas existe uma explicação para todos esses meus desencontros propositais. Talvez eu seja só a kriptonita criando consciência e tentando manter distância para não ferir mais ninguém, porque talvez ela também sinta dor ao machucar. Quem você enxerga e o que realmente sou são pessoas duas pessoas diferentes. Veja bem, não sou a garota bonita e legal que vai te mostrar o quanto a vida a dois pode ser incrível, nem te fazer pensar que nenhum relacionamento anterior deu certo porque precisava me conhecer. Eu sou encrenca, sou para confundir, para fazer sentir o inferno ainda vivo. Sou aquela tempestade que sempre está indo em vindo em pequenas proporções, que acabam pensando que não há com o que se preocupar, mas lentamente destrói tudo o que há de bom ao redor, e só há como perceber o estrago quando é tarde demais, e não há mais o que salvar. Estar na minha presença momentaneamente tratá uma sensação diferente, quase como um frenesi inexplicável, que a cada dia se tonará mais intenso, até conseguir te fazer sentir todos os seus órgãos internos se arrebentarem, e misteriosamente continuarem intactos, como a cocaína, mas a diferença será que não haverá como recuperar a sanidade, não haverá caminho de volta, não haverá clínicas de reabilitação, porque nada do que passou até hoje por mim voltou a ser como era antes, e é por gostar tanto, tanto de você, que prefiro não te estragar.”

Os porquês de Amélia Roswell.

Source: animicida